O Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso
(CRO-MT) esteve em Alta Floresta para mais uma ação voltada à capacitação e
atualização de profissionais da odontologia. A atividade reuniu
cirurgiões-dentistas de Alta Floresta e de municípios da região e integra o
projeto “CRO na Estrada”, iniciativa que busca levar ao interior do estado
conhecimento, treinamento e orientação aos profissionais da área.
Durante a programação, o presidente do CRO-MT, Alessandro
Marques, destacou a importância de aproximar o Conselho dos profissionais que
atuam nos municípios do interior. Segundo ele, a dimensão territorial de Mato
Grosso representa um desafio para a realização de ações presenciais, mas não
impede o Conselho de buscar uma atuação descentralizada.
“Visitar as cidades do estado não é fácil. É uma
tarefa bastante difícil, porque o estado tem um tamanho continental. Poderia
ser um país inteiro, com seus 142 municípios. Mas essa é uma das funções do
CRO, principalmente por meio do projeto ‘CRO na Estrada’: levar ao interior
capacitação e atualização aos profissionais”, explicou.
O presidente também agradeceu à população de Alta
Floresta e à representante do CRO-MT no município, a cirurgiã-dentista Magda Pierin,
pelo convite para a realização da atividade. Ele ressaltou que a presença do
Conselho na cidade atende a uma proposta de aproximação com os profissionais e
de identificação das principais demandas de cada região.
De acordo com Alessandro Marques, as capacitações
realizadas pelo CRO-MT são organizadas também a partir das solicitações dos
próprios profissionais. Quando uma determinada área ou técnica apresenta necessidade
de atualização, o Conselho busca levar especialistas, professores e
profissionais de referência para ministrar as atividades.
“Sempre que um profissional solicita ao CRO
determinado tipo de capacitação ou atualização em um assunto específico, o Conselho
se faz presente no interior do estado, trazendo profissionais capacitados,
professores e nomes de referência dentro do estado para atender às necessidades
dos nossos colegas cirurgiões-dentistas”, afirmou.
As atividades podem envolver palestras, minicursos e
treinamentos práticos, conhecidos como hands-on. Nesse formato, além do
conteúdo teórico e científico, os participantes têm contato direto com técnicas
e procedimentos.
Segundo o presidente, o formato da ação é definido de
acordo com a demanda apresentada pelos profissionais. “Além da palestra teórica
e científica, baseada em evidências, também trazemos a parte de treinamento
técnico e manual para o profissional”, explicou.
Outro assunto abordado durante a programação em Alta
Floresta foi a ética profissional, incluindo deveres, obrigações, fiscalização
e o papel do Código de Ética da Odontologia.
Para o presidente do CRO-MT, o conhecimento e a
aplicação das normas éticas são fundamentais para o exercício da profissão e
estão diretamente relacionados à proteção da população.
“Quando o profissional não abraça o Código de Ética na
sua totalidade, é preciso lembrar para que ele foi criado: para resguardar a
população”, destacou.
Ele acrescentou que, sempre que o “CRO na Estrada”
realiza uma palestra, o conteúdo pode incluir orientações sobre ética, postura
profissional, funcionamento e fiscalização do Conselho.
A proposta, segundo o presidente, é aproximar os
profissionais da entidade e estimular uma atuação alinhada às normas da
profissão.
“É importante divulgar o Código de Ética entre os
profissionais. Então, toda vez que o ‘CRO na Estrada’ traz uma palestra
direcionada ao tema solicitado, também abordamos questões relacionadas ao
Código de Ética, postura profissional, funcionamento e fiscalização do
Conselho”, afirmou.
A evolução tecnológica também foi destacada pelo
presidente do CRO-MT como um dos principais motivos para a necessidade de
educação continuada na odontologia.
Segundo ele, o avanço de equipamentos e técnicas tem
modificado a rotina dos profissionais e ampliado as possibilidades de
diagnóstico e tratamento.
“Hoje, diferentemente do passado, é muito mais fácil
acompanhar as melhorias relacionadas à tecnologia e às técnicas profissionais.
À medida que a tecnologia avança, ela facilita o trabalho do profissional”,
explicou.
Como exemplo, Alessandro Marques citou a utilização de
recursos tecnológicos no planejamento de implantes dentários. Segundo ele,
exames de imagem, impressão 3D e planejamento digital permitem maior precisão
no procedimento e podem reduzir a necessidade de intervenções mais invasivas.
“Hoje, com o uso da tecnologia, posso fazer uma
tomografia, imprimir um protótipo em 3D e planejar a instalação do implante de
maneira automatizada, sem precisar fazer grandes cortes na boca do paciente”,
exemplificou.
Para o presidente, diante desse cenário de mudanças
constantes, a atualização profissional deixou de ser uma atividade pontual e
passou a fazer parte da rotina da odontologia.
“A atualização nos dias de hoje é mais do que
necessária. Ela se faz presente todos os dias”, ressaltou.
A iniciativa realizada em Alta Floresta também buscou
atender profissionais de municípios vizinhos. A estratégia adotada pelo
Conselho é incentivar que os cirurgiões-dentistas da cidade onde a atividade é
realizada convidem colegas das localidades próximas.
A medida amplia o alcance das capacitações e facilita
o acesso dos profissionais que vivem fora dos grandes centros.
“Quando realizamos uma atividade em determinada
cidade, solicitamos aos colegas que convidem os profissionais das cidades
vizinhas e mais próximas para que também possam participar”, explicou
Alessandro.
Segundo ele, a iniciativa contribui tanto para ampliar
a participação quanto para compartilhar conhecimento entre os profissionais de
diferentes municípios.
Outro destaque da atividade em Alta Floresta é que a
participação dos profissionais não teve custo.
“Sem custo nenhum. Hoje, por exemplo, a ação realizada
aqui tem caráter beneficente, em apoio à APAE de Alta Floresta”, afirmou o
presidente.
Além de levar capacitação ao interior, a ação também
incorporou uma finalidade social, associando a atividade profissional a uma
iniciativa beneficente no município.
Para Alessandro, levar as capacitações para cidades do
interior é uma forma de facilitar o acesso dos profissionais à educação
continuada. Ele observa que, caso precisassem se deslocar até Cuiabá para
participar de atividades semelhantes, os profissionais teriam custos adicionais
com transporte, alimentação e hospedagem, além do tempo de deslocamento.
“Hoje estamos em Alta Floresta em uma terça-feira, um
dia em que o profissional normalmente estaria dentro do consultório
trabalhando. Mas, se ele parar para pensar, não vai perder um dia se
capacitando. Ele vai ganhar”, afirmou.
O presidente reforçou que a proposta do “CRO na
Estrada” é justamente aproximar esse conhecimento dos profissionais que atuam
fora da capital.
“Se ele tivesse que fazer essa mesma capacitação em
Cuiabá, quanto ele não gastaria? Quanto tempo não perderia? Então, trazer esse
tipo de capacitação para o interior facilita muito a participação dos
profissionais e permite que eles se atualizem sem precisar se deslocar para a
capital”, concluiu.
