O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado
(Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), deu início nesta semana à
segunda etapa da Operação Safra Desviada, que apura um esquema criminoso
responsável por prejuízos estimados em R$ 28,7 milhões ao agronegócio estadual.
A ação conta com apoio de forças de segurança de dois estados e visa
desmantelar uma estrutura que atuava com vantagens ilícitas em operações
ligadas ao setor algodoeiro.
Conforme as investigações, o grupo utilizava empresas
e mecanismos financeiros para obter ganhos irregulares, causando danos diretos
a produtores rurais e empresas do segmento. Os suspeitos também são
investigados por adotar condutas voltadas a dificultar o andamento das
apurações.
Nesta fase, a Justiça expediu 14 mandados de busca e
apreensão, além de diversas medidas patrimoniais contra os envolvidos. Entre as
determinações judiciais estão o sequestro de uma aeronave e três veículos, a
quebra de sigilos bancário e fiscal de 10 pessoas físicas e jurídicas, o
bloqueio de ativos financeiros e a indisponibilidade de bens imóveis dos
investigados.
Os cumprimentos das ordens estão ocorrendo em
municípios de Mato Grosso — Lucas do Rio Verde, Nova Ubiratã, Sinop e Tapurah —
e também em cidades do interior paulista: Presidente Prudente e Álvares
Machado.
A operação conta com o reforço de unidades da Polícia
Militar dos dois estados. Em Mato Grosso, participam equipes dos 11º e 12º
Batalhões, das Forças Táticas de Sinop, Sorriso e Nova Mutum, além de efetivos
do 13º Batalhão de Lucas do Rio Verde e do 1º Pelotão de Tapurah. Em São Paulo,
o apoio fica a cargo do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP).
O Gaeco funciona como uma força-tarefa permanente
coordenada pelo MPMT, integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia
Penal e pelo Sistema Socioeducativo, com atuação focada no combate ao crime
organizado.