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21 de outubro de 2026

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Homem que matou esposa e simulou sequestro é condenado a 31 anos em Cuiabá

Jurados reconheceram o réu culpado por feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime; sentença também prevê indenização de 40 salários mínimos aos herdeiros da vítima

Homem que matou esposa e simulou sequestro é condenado a 31 anos em Cuiabá
TJMT

Jackson Pinto da Silva foi condenado a 31 anos e três meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, além de um mês e 15 dias de detenção, pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. O julgamento ocorreu na terça-feira (20 de outubro), no Tribunal do Júri de Cuiabá, sob a presidência da juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital.

Os sete jurados acolheram a acusação apresentada pelo Ministério Público e consideraram o réu culpado pelos três crimes. Também reconheceram que a vítima, sua esposa, tinha mais de 60 anos, foi morta por asfixia e não teve possibilidade de se defender.

            O crime ocorreu em 4 de maio de 2026, no bairro Parque Cuiabá. Conforme os autos, Jackson matou a esposa, de 64 anos, enquanto ela dormia, utilizando uma abraçadeira de nylon para apertar o pescoço da vítima.

Após o assassinato, ele colocou o corpo no carro e o transportou até outro imóvel pertencente à mulher. No local, contratou uma máquina retroescavadeira para abrir um buraco, sob a justificativa de que construiria uma fossa. Em seguida, enterrou o corpo no quintal e cobriu o terreno para ocultar o crime.

Para tentar desviar as investigações, Jackson simulou o sequestro da própria esposa. Mensagens enviadas aos familiares exigiam R$ 30 mil como pagamento de resgate. Segundo a sentença, ele também contratou outras pessoas para participar da encenação. A família chegou a transferir R$ 500 ao suposto sequestrador.

No dia seguinte ao crime, o acusado procurou a Polícia Civil e registrou uma ocorrência relatando o suposto sequestro. Durante as investigações, os policiais identificaram contradições em sua versão dos fatos.

Confrontado com os elementos apurados, Jackson confessou o assassinato e indicou aos investigadores o local onde havia enterrado o corpo da vítima.

            Na definição das penas, a juíza considerou a confissão do réu como circunstância atenuante. No caso do feminicídio, a pena inicialmente calculada em 23 anos e quatro meses foi reduzida para 20 anos. Posteriormente, houve aumento de 50% em razão das circunstâncias reconhecidas pelos jurados: a idade da vítima, o emprego de asfixia e a impossibilidade de defesa. Com isso, a pena pelo feminicídio chegou a 30 anos de reclusão.

Pela ocultação de cadáver, Jackson recebeu pena de um ano e três meses de reclusão. Já pelo crime de comunicação falsa de crime, foi condenado a um mês e 15 dias de detenção. A sentença também estabeleceu o pagamento de 11 dias-multa.

A magistrada determinou o início imediato do cumprimento da pena. Jackson está preso desde 5 de maio de 2026 e não poderá aguardar em liberdade o julgamento de eventuais recursos.

Além das sanções penais, a decisão fixou indenização mínima de 40 salários mínimos aos herdeiros da vítima, a título de reparação pelos danos morais causados à família.

Gazeta do Nortão
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