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14 de setembro de 2026

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Preço da cesta básica cai em 25 capitais em agosto, mas alta acumulada segue em todas as cidades

Queda foi puxada por reduções expressivas no preço do tomate, café e batata; arroz, leite e pão francês ficaram mais caros

Preço da cesta básica cai em 25 capitais em agosto, mas alta acumulada segue em todas as cidades

O custo da cesta básica de alimentos recuou na maioria das capitais brasileiras no mês de agosto, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, elaborada em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Dos 27 centros urbanos analisados, 25 registraram queda nos preços do conjunto de alimentos essenciais no comparativo mensal.

A redução foi liderada por produtos como café em pó e tomate, que ficaram mais baratos em mais de 80% das capitais. Também apresentaram preços menores a batata — com destaque para a região Centro-Sul — e o feijão-carioca, que caiu em 19 das 22 capitais onde é contabilizado na composição da cesta.

            O tomate registrou queda de preço em 22 das 27 cidades, com as maiores reduções em Campo Grande (-27,09%), Manaus (-26,99%), Rio Branco (-25,93%), Salvador (-23,05%) e Aracaju (-20,20%). Já o café em pó ficou mais barato em 23 capitais, com variações entre queda de 5,98% no Rio de Janeiro e alta de 1,55% em João Pessoa. Mesmo com a redução da oferta — influenciada pelo fim da colheita, início de exportações e chuvas —, a menor demanda no varejo explicou as quedas verificadas.

A batata, avaliada nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, registrou quedas superiores a 14% em todos os 11 estados pesquisados, impulsionada pela maior oferta da safra de inverno. Os recuos variaram de -34,18% em Brasília a -14,65% em São Paulo.

O feijão também apresentou movimento de queda: somando as variedades carioca e preto, os preços caíram em 20 municípios. Para o feijão-carioca, o avanço da colheita da terceira safra levou a reduções de até 15,47% em Goiânia. Já o feijão-preto, em período de entressafra, ficou mais caro em quatro das cinco capitais onde é acompanhado. O açúcar, tanto cristal quanto refinado, também registrou quedas em 16 capitais.

Em sentido oposto, alguns produtos registraram alta expressiva. O arroz agulhinha e o leite integral ficaram mais caros em 23 capitais. No caso do cereal, a menor oferta, a reposição de estoques industriais e problemas logísticos causados pelas chuvas elevaram os preços, com alta superior a 5% em Porto Alegre (6,43%), Brasília (6,29%), Vitória (5,54%) e Curitiba (5,28%). Para o leite, os aumentos ultrapassaram 7% em João Pessoa (7,08%), Campo Grande (7,42%) e Teresina (7,66%).

Também em alta estiveram o pão francês e o óleo de soja, mais caros em 18 capitais, com elevações acima de 2%. O preço do pão foi pressionado pelo aumento do trigo e da farinha, com maiores altas em Florianópolis (2,68%), Curitiba (2,59%) e Porto Velho (2,55%). O óleo de soja teve reajustes influenciados pela demanda global e possíveis efeitos climáticos do El Niño sobre a safra 2026/2027, com destaques para Manaus (2,33%), Curitiba (1,96%) e Natal (1,89%).

A carne bovina de primeira e a banana subiram em 16 capitais. A proteína variou entre queda de 3,57% em Aracaju e alta de 4,81% em Campo Grande; a fruta recuou -7,13% em Natal e avançou 9,03% em Campo Grande.

Apesar dos recuos registrados em agosto, o cenário de médio prazo continua de elevação de preços. No período de dezembro de 2025 a agosto de 2026, o custo da cesta básica cresceu em todas as capitais, com variação mínima de +2,82% em Brasília e máxima de +12,29% em Porto Velho. Na comparação com os últimos 12 meses, houve alta em 25 capitais, variando de uma redução de -0,64% em Brasília a elevação de +7,51% em Goiânia.

A cesta mais cara do país em agosto foi a de São Paulo, custando R$ 900,59, seguida por Cuiabá (R$ 851,57) e Rio de Janeiro (R$ 851,19). Os três municípios também registraram crescimento acumulado superior a 5% no ano e nos últimos 12 meses.

Gazeta do Nortão
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