A Prefeitura Municipal de Alta Floresta, por meio da
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, está
ampliando as ações de proteção à fauna silvestre com a continuidade do projeto
“Alta Floresta Não Atropela”. A iniciativa busca reduzir o risco de
atropelamento de animais nas vias do município e promover alternativas mais
seguras para a circulação da fauna, especialmente dos primatas que utilizam
áreas próximas às estradas e vias urbanas.
A segunda etapa do projeto foi iniciada com a
implantação de oito novos pontos de travessia, ampliando a estrutura criada na
primeira fase, que contou com sete pontos. A ação reúne esforços do poder
público, profissionais da área ambiental e parceiros envolvidos na conservação
da fauna regional.
De acordo com os dados acompanhados desde o início do
projeto, os primeiros pontos instalados já registraram mais de 17 mil
travessias de primatas, demonstrando a utilização das estruturas pelos animais
e a importância de criar alternativas que permitam o deslocamento seguro entre
os fragmentos de vegetação.
Para a secretária municipal de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável, Gercilene Meira, a continuidade do projeto
representa o compromisso do município com a preservação da fauna e com a adoção
de medidas que conciliem a mobilidade da população com a conservação ambiental.
“Estamos avançando em uma ação que tem um objetivo
muito claro: proteger a nossa fauna e reduzir os riscos de atropelamento. Os
resultados observados na primeira etapa mostram que os animais estão utilizando
as estruturas e que esse trabalho precisa continuar. A ampliação dos pontos
permite levar essa proteção para outros locais e fortalecer uma política de
conservação que é importante para Alta Floresta.”
A secretária também destaca que a proteção da fauna
exige planejamento e participação de diferentes setores, especialmente em um
município que possui uma relação direta com áreas naturais e uma biodiversidade
significativa.
“A conservação precisa estar integrada ao
desenvolvimento do município. Não se trata apenas de instalar uma estrutura,
mas de compreender o comportamento dos animais, identificar os locais de maior
circulação e buscar soluções que realmente funcionem. É esse trabalho conjunto
que estamos fortalecendo.”
A bióloga Fernanda Abra, responsável pela concepção e
acompanhamento técnico da iniciativa, explica que a implantação dos pontos de
travessia considera aspectos relacionados ao comportamento dos animais e às
características de cada área.
O objetivo é permitir que os primatas atravessem
determinados trechos com menor exposição ao trânsito de veículos, utilizando
estruturas instaladas estrategicamente para facilitar o deslocamento entre
áreas de vegetação.
Segundo a bióloga, o acompanhamento dos animais é
fundamental para avaliar a efetividade das medidas adotadas e orientar a
ampliação do projeto.
“Quando conseguimos observar que os animais estão
utilizando as estruturas, temos uma informação muito importante para o
planejamento. Isso demonstra que existe uma necessidade de conexão entre essas
áreas e que a estrutura pode contribuir diretamente para reduzir o risco de
atropelamento.”
Fernanda também ressalta que Alta Floresta possui uma
fauna de grande relevância e que algumas espécies encontradas na região
apresentam características que tornam a conservação ainda mais necessária.
Entre os animais beneficiados pela iniciativa está o
zog-zog, primata associado à região e que enfrenta ameaça de extinção. A
espécie se tornou um dos símbolos do projeto justamente pela necessidade de
preservar os ambientes utilizados para seu deslocamento e sobrevivência.
“Alta Floresta tem uma biodiversidade muito
particular, e nós precisamos pensar em soluções que considerem essa realidade.
Quando protegemos os corredores utilizados pelos animais, não estamos
protegendo apenas uma espécie. Estamos contribuindo para a conservação de todo
um sistema ecológico.”
A primeira fase do “Alta Floresta Não Atropela” contou
com a instalação de sete pontos de travessia. Desde então, o monitoramento
registrou mais de 17 mil travessias de primatas pelas estruturas.
Outro resultado importante observado durante o
acompanhamento do projeto foi a ausência de registros de atropelamento nos
pontos contemplados pela primeira etapa, reforçando a importância da continuidade
das ações de prevenção.
Com a instalação de mais oito pontos, a Prefeitura
amplia a área de atuação do projeto e passa a contemplar novos locais
identificados como estratégicos para a circulação da fauna.
A iniciativa também contribui para ampliar o
conhecimento sobre o comportamento dos animais e sobre os locais utilizados
como corredores de deslocamento, informações que podem subsidiar futuras ações
de conservação no município.
Além da instalação das estruturas, o projeto contribui
para ampliar a conscientização da população sobre a presença da fauna nas áreas
próximas às vias e sobre a necessidade de atenção dos motoristas.
A redução dos atropelamentos depende não apenas de
estruturas físicas, mas também de mudanças de comportamento e do reconhecimento,
por parte da sociedade, de que as vias também atravessam áreas utilizadas pela
fauna para alimentação, reprodução e deslocamento.
Nesse sentido, a Prefeitura busca fortalecer uma
cultura de respeito à vida silvestre, mostrando que ações de conservação podem
ser incorporadas ao planejamento do município e às atividades cotidianas da
população.
A segunda etapa do projeto representa, portanto, a
continuidade de um trabalho que alia conhecimento técnico, monitoramento
ambiental e participação institucional para enfrentar um dos principais riscos
à fauna que circula nas proximidades das vias.
Para a Prefeitura Municipal, a ampliação do “Alta
Floresta Não Atropela” integra uma estratégia de fortalecimento das políticas
públicas ambientais e de valorização da biodiversidade existente no município.
A iniciativa demonstra que medidas de conservação
podem ser desenvolvidas a partir da realidade local, utilizando informações
técnicas para identificar problemas e estabelecer soluções direcionadas.
Com os novos pontos de travessia, o município amplia a
proteção oferecida aos animais e dá continuidade ao trabalho de monitoramento e
avaliação dos resultados.
A ação é desenvolvida pela Prefeitura Municipal de
Alta Floresta, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável, em parceria com os envolvidos na execução e
acompanhamento do projeto, reforçando a importância da união entre poder
público, profissionais especializados e sociedade na preservação da fauna.
