A Prefeitura Municipal de Alta Floresta, por meio da
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, lançou
nesta segunda-feira (10) a segunda etapa do projeto Alta Floresta Não Atropela,
iniciativa voltada à proteção da fauna silvestre e à redução do risco de
atropelamentos de animais nas áreas urbanas do município. A nova fase prevê a
implantação de oito novas pontes de dossel, ampliando a estrutura criada
durante a primeira etapa do projeto.
A primeira fase contou com sete pontos de travessia
para animais arborícolas e, ao longo de quase dois anos de monitoramento, foram
registradas mais de 17 mil passagens de animais pelas estruturas instaladas. O
resultado demonstra a utilização das pontes de dossel pela fauna e reforça a
importância da iniciativa para garantir deslocamentos mais seguros entre fragmentos
florestais separados por ruas e avenidas.
Com a segunda etapa, o projeto amplia sua atuação para
novos pontos estratégicos, localizados em áreas de corredores verdes cortados
pela malha viária urbana. As estruturas têm como objetivo restabelecer a
conectividade entre fragmentos florestais e oferecer uma alternativa segura
para a circulação de primatas e outros animais arborícolas.
A secretária municipal de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável destacou que a ampliação do projeto está diretamente
relacionada aos resultados alcançados na primeira etapa e representa um avanço
nas ações de conservação da biodiversidade de Alta Floresta.
“Se estamos lançando a segunda fase é porque a
primeira teve um grande sucesso. Ao longo de quase dois anos, foram mais de 17
mil travessias em sete pontos de dossel já instalados. Agora, serão mais oito
pontos estratégicos em corredores verdes cortados por ruas e avenidas”,
explicou.
Segundo a secretária, as estruturas permitem
restabelecer a conexão entre fragmentos florestais e oferecem condições mais
seguras para que os animais realizem seus deslocamentos.
“Essas pontes vêm dar conectividade, reconectando
esses fragmentos florestais e dando condições para os nossos primatas e outros
animais arborícolas atravessarem essas ruas e avenidas com segurança. E quando
falamos em segurança, também estamos falando da segurança dos pedestres que
utilizam essas vias”, acrescentou.
O projeto contempla a proteção de diferentes espécies
que utilizam a área urbana e seu entorno como parte de seus deslocamentos.
Entre elas está o zogue-zogue, primata que ocorre na região e se tornou um dos
símbolos da biodiversidade de Alta Floresta.
A segunda etapa do projeto também conta com a
participação da Energisa Mato Grosso, responsável por intervenções na rede
elétrica próxima aos pontos onde as pontes de dossel foram implantadas.
As adequações contribuem para reduzir os riscos de
acidentes envolvendo a rede elétrica e tornam as travessias mais seguras para
os animais que utilizam as estruturas. A iniciativa também reforça a integração
entre infraestrutura urbana e conservação ambiental.
Para o presidente da Energisa Mato Grosso, Marcelo
Vinhaes, o projeto demonstra que ações de infraestrutura podem ser realizadas
de forma integrada às estratégias de preservação da fauna.
“Projetos como o Alta Floresta Não Atropela mostram
que é possível conciliar infraestrutura e conservação ambiental quando as
instituições trabalham juntas. A preservação da fauna também passa pela forma
como a cidade é planejada. Ao adequar a rede elétrica nos pontos onde essas
travessias foram implantadas, ajudamos a reduzir riscos para os animais e
fortalecemos uma iniciativa que beneficia toda a região, sem abrir mão da
qualidade do fornecimento de energia à população”, afirmou.
Durante o lançamento da segunda etapa, o prefeito de
Alta Floresta, Chico Gamba, destacou os resultados obtidos desde a implantação
das primeiras estruturas e a importância da participação de diferentes
instituições para a continuidade da iniciativa.
“Já tivemos a primeira etapa, com sete pontes, e
registramos mais de 17 mil passagens desses animais. Agora iniciamos a segunda
etapa, com mais oito pontes. É um projeto que envolve muitos parceiros e que
vem apresentando resultados positivos”, afirmou.
O prefeito também ressaltou que, nos pontos onde as
estruturas foram instaladas durante a primeira fase, não foram registrados
atropelamentos de animais, resultado que reforça a importância da continuidade
da iniciativa.
“Temos a certeza de que, com as pontes que já foram
implantadas, conseguimos reduzir os atropelamentos e agora, com a segunda
etapa, vamos ampliar ainda mais essa proteção”, destacou.
Para Chico Gamba, a preservação da fauna também
representa uma oportunidade para fortalecer o turismo de natureza no município,
especialmente diante da diversidade ambiental existente em Alta Floresta.
“Temos uma região muito diversificada, com floresta,
rios, fauna e uma grande variedade de aves. Isso faz com que possamos atrair
cada vez mais turistas. O projeto Alta Floresta Não Atropela também pode se
tornar uma referência, não apenas para o município, mas para outras cidades e
regiões que buscam conciliar desenvolvimento, infraestrutura e preservação
ambiental”, afirmou.
Além da função ambiental, as pontes de dossel podem
contribuir para ampliar as possibilidades de observação da fauna e fortalecer o
turismo de natureza em Alta Floresta.
O município está inserido no Portal da Amazônia e
possui expressiva diversidade de espécies, tornando a conservação dos
corredores ecológicos uma estratégia importante para a proteção da fauna e para
a valorização do patrimônio natural.
A possibilidade de acompanhar a passagem dos animais
pelas estruturas, aliada à existência de outros atrativos naturais da região,
amplia o potencial para atividades de educação ambiental, pesquisa e turismo de
observação.
O zogue-zogue ocupa posição de destaque nesse
contexto. A espécie é um dos símbolos da biodiversidade local e representa a
importância da preservação dos ambientes naturais que ainda permanecem
conectados dentro e no entorno do município.
O projeto Alta Floresta Não Atropela teve início a
partir de uma iniciativa voltada à proteção da fauna local e, desde então,
passou a reunir diferentes instituições e entidades em torno de uma estratégia
conjunta de conservação.
A ampliação para a segunda etapa demonstra a
continuidade das ações e o compromisso com a proteção da biodiversidade. Com
novas pontes de dossel, adequações na rede elétrica e atuação integrada entre
os parceiros, o município amplia a infraestrutura destinada à circulação segura
dos animais e fortalece os corredores ecológicos existentes na área urbana.
Os
resultados da primeira etapa, com mais de 17 mil travessias registradas, servem
como referência para a expansão do projeto e reforçam a importância de
políticas públicas que conciliem o planejamento urbano com a conservação
ambiental.
A
segunda etapa do Alta Floresta Não Atropela representa mais um avanço nas ações
de preservação da fauna e dos ambientes naturais do município, fortalecendo uma
iniciativa que une conservação ambiental, planejamento urbano, segurança e
valorização da biodiversidade de Alta Floresta.
