Pesquisadores doutores interessados em desenvolver
projetos científicos e tecnológicos em Mato Grosso já podem se inscrever no
novo edital do Programa de Fixação de Pesquisadores no Brasil (Profix-CB),
lançado pelo Governo do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de Mato Grosso (Fapemat), em parceria com o Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Secretaria de Estado
de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT).
O edital, assinado pelo governador de Mato Grosso,
Otaviano Pivetta, prevê um investimento de R$ 23,3 milhões para fortalecer a
pesquisa científica no estado. Os recursos serão destinados à atração e fixação
de pesquisadores, ao fortalecimento dos grupos de pesquisa já existentes e à
ampliação da produção científica e da inovação em áreas estratégicas para o
desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso.
O programa prevê o financiamento de até 24 projetos,
cada um podendo receber até R$ 973,2 mil ao longo de quatro anos. Os recursos
serão destinados ao pagamento de bolsas para pesquisadores, estudantes de
mestrado e doutorado, além da compra de equipamentos e custeio das pesquisas.
Cada projeto selecionado contará com uma bolsa mensal
de R$ 13 mil para o pesquisador responsável, durante 48 meses. Também estão
previstas uma bolsa de doutorado no valor de R$ 3,1 mil mensais por até quatro
anos e uma bolsa de mestrado de R$ 2,1 mil mensais por até dois anos. Além
disso, haverá até R$ 150 mil para despesas relacionadas à execução da pesquisa,
como aquisição de equipamentos, materiais e serviços especializados.
As propostas devem estar alinhadas a pelo menos uma
das áreas prioritárias definidas pelo edital, entre elas agropecuária,
biodiversidade, educação, energias renováveis, recursos hídricos, mudanças
climáticas, saúde, segurança pública, tecnologia da informação, turismo e
logística de transportes.
Uma das características do programa é a preocupação
com a interiorização da ciência. Metade dos projetos será destinada a
instituições localizadas na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá e a
outra metade para instituições sediadas nos demais municípios do estado,
buscando ampliar a presença da pesquisa científica em diferentes regiões de
Mato Grosso.
Podem participar pesquisadores brasileiros com título
de doutorado, sem vínculo empregatício no momento da implementação da bolsa,
que apresentem um projeto em parceria com uma instituição de pesquisa,
universidade ou instituto científico sediado em Mato Grosso. Também será
necessária a participação de um programa de pós-graduação do estado,
responsável pela indicação dos bolsistas de mestrado e doutorado vinculados ao
projeto.
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo
sistema SIGFapemat até às 23h59 do dia 13 de agosto de 2026, horário de Mato
Grosso. O resultado final está previsto para ser divulgado em 15 de outubro,
com início da contratação dos projetos a partir de 20 de outubro de 2026.
Além da produção científica, o edital também exige que
os pesquisadores levem o conhecimento produzido para a sociedade. Pelo menos 5%
dos recursos solicitados à Fapemat deverão ser destinados a ações de
popularização científica, informando à população mato-grossense,
preferencialmente por meios digitais
De acordo com o presidente da Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Marcos de Sá Fernandes da Silva,
“a iniciativa representa uma estratégia para enfrentar um problema conhecido no
meio científico como "fuga de cérebros", expressão utilizada para
descrever a saída de pesquisadores altamente qualificados para outros estados
ou países em busca de melhores condições de trabalho e financiamento para suas
pesquisas.
"A expectativa é consolidar Mato Grosso como um
polo de produção científica e tecnológica, criando oportunidades para que esses
pesquisadores construam suas carreiras no próprio estado, contribuindo
diretamente para o desenvolvimento regional, transformando conhecimento em
soluções para desafios locais nas áreas de saúde, meio ambiente, agronegócio,
tecnologia e inovação", ressaltou o presidente da Fapemat.