Mato Grosso caminha para uma eleição acirrada à Câmara
dos Deputados em 2026, com predomínio de reeleição e uma pulverização de
candidaturas que promete disputas decididas no fio da navalha do quociente
eleitoral. Dos oito atuais deputados federais do estado, sete sinalizam
intenção de concorrer novamente, deixando pouco espaço para novatos em um
pleito marcado por chapas partidárias em formação e estratégias regionais. As
convenções partidárias, previstas para meados do ano, ainda podem alterar
alianças, mas o tabuleiro já delineia uma fragmentação alta, impulsionada por federações
e perfis do interior.
A base da disputa é ancorada nos mandatos atuais.
Nomes como Emanuelzinho, Juarez Costa, Gisela Simona e Fábio Garcia (com
possível migração partidária) apostam na manutenção de capital político
acumulado.
Partidos
estruturam chapas amplas com foco no interior
O MDB surge com uma lista que mescla mandatos e
lideranças locais: Juarez Costa, Emanuelzinho, Kalil Baracat, Juliana
Kolankiewicz, Claudecir Contreira e Silvana Perin. A legenda busca ampliar sua
bancada com nomes de apelo regional.
No Partido Novo, a aposta é em perfis técnicos e
comunitários, como Caio Cordeiro, Mirtes, Haroldo Arruda, Ana Paula Carequinha,
Regivaldo e Ednei Blasius, priorizando votos pulverizados no interior, de Sinop
a Alta Floresta.
A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) mira
retomar pelo menos uma cadeira com Rosa Neide e a cotada Neuma Moraes, em
articulação forte.
O PL, alinhado ao bolsonarismo, lança Rafael Ranalli e
projeta até três eleitos, segundo.
Tendências:
Interior em alta e renovação limitada
A interiorização marca o pleito, com candidaturas
fortes em polos como Sinop, Sorriso, Várzea Grande e Alta Floresta, ampliando a
capilaridade eleitoral. Troca-trocas partidários, como os em aberto para três
deputados.
O cenário reflete um Mato Grosso político maduro, onde
experiência e raízes locais ditarão o ritmo até as urnas.