Alta Floresta (MT) — A Prefeitura de Alta Floresta,
por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável, lançou nesta sexta-feira (3) a Campanha Alta Floresta sem Fogo. O
evento de abertura aconteceu no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB) e reuniu vereadores, representantes da Universidade do Estado de Mato
Grosso (Unemat), autoridades locais e instituições parceiras.
Durante o encontro, foi destacado que o trabalho
contra incêndios e queimadas vai além do combate direto: envolve prevenção,
fiscalização, conscientização e responsabilização de quem descumpre a lei.
Histórico de avanços e resultados positivos
O comandante Regional do Corpo de Bombeiros, Coronel
Ranie Pereira Sousa, relembrou a evolução da situação no município ao longo dos
anos. “Cheguei a Alta Floresta pela primeira vez em 2007, recém-formado, e
naquela época esta era uma das regiões com maior número de queimadas em todo o
estado”, contou. Ele lembrou que, em 2018, ao retornar como comandante regional,
a realidade ainda era parecida: a fumaça afetava a qualidade do ar e a saúde da
população, com aumento nos atendimentos médicos.
Segundo ele, a mudança começou com a união de
esforços. “Nos últimos anos, com campanhas de conscientização e parceria firme
com a Prefeitura, vimos o cenário melhorar. Trabalhamos com o Plano de
Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF), que atua o ano todo:
prevenção de janeiro a junho, resposta de julho a setembro e perícias e
responsabilização após as ocorrências”, explicou.
O coronel destacou também o investimento constante do
município: “A contratação anual de brigadistas nos últimos quatro ou cinco anos
fez toda a diferença. Em 2025, tivemos um período muito mais tranquilo, com
menos registros e mais denúncias da população — sinal de que a consciência está
crescendo”.
Compromisso com a lei e com a sociedade
A secretária de Meio Ambiente, Gercilene Meira Leite,
reforçou que o uso do fogo sem autorização é crime. “Colocar fogo na área
urbana é proibido o ano inteiro. O sucesso da campanha depende de cada cidadão:
seja denunciando irregularidades ou evitando práticas perigosas”, afirmou.
Ela explicou que a estrutura municipal está preparada
para agir: “Contamos com a Brigada Municipal para atendimento rápido e com
fiscalização rigorosa. Todo incêndio investigado gera um auto de infração, para
que haja responsabilização de quem causa o dano”.
Prejuízos econômicos e ambientais não podem ser ignorados
O representante da Secretaria de Estado de Meio
Ambiente (SEMA-MT) lembrou que os danos vão muito além da poluição do ar. “O
fogo destrói a biodiversidade, reduz a fertilidade do solo, danifica cercas,
benfeitorias e toda a estrutura de uma propriedade rural. O prejuízo é grande e
afeta diretamente a economia local”, alertou.
Ele parabenizou a iniciativa da prefeitura e reforçou:
“Não podemos baixar a guarda. Essa luta é de todos — moradores da cidade,
produtores rurais, instituições públicas e privadas. Unidos, conseguimos
proteger nossa terra e nosso futuro”.
Com o início da fase preventiva em 1º de julho, a
campanha segue com ações educativas, fiscalização e monitoramento contínuo
durante todo o período de estiagem, com o objetivo de manter a queda nos
índices de queimadas e garantir mais qualidade de vida à população de Alta
Floresta.