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Tribunal do Júri de Sinop condena homem a 19 anos por homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Tribunal do Júri de Sinop condena homem a 19 anos por homicídio qualificado e ocultação de cadáver
TJMT

Sinop, MT – O Tribunal do Júri de Sinop condenou na terça-feira (27) Wellington Honorato dos Santos a 19 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil e ocultação de cadáver. A vítima foi Bruna Oliveira, de 24 anos, morta após uma discussão banal sobre a venda de um ventilador.

O julgamento, presidido pelo juiz Walter Tomaz da Costa, destacou a celeridade do processo apesar da gravidade do caso. "O Tribunal de Justiça está de parabéns ao manter essa ênfase na entrega da prestação jurisdicional em prazo razoável, mesmo em um caso grave, que exige atenção a muitos detalhes e comporta possibilidades de recursos e manifestações da defesa. Ainda assim, foi possível chegar a um desfecho na data de hoje", declarou o magistrado.

Na dosimetria da pena, o juiz fixou 17 anos e 6 meses pelo homicídio qualificado, mais 1 ano e 8 meses pela ocultação de cadáver, acrescidos de 15 dias-multa. O cálculo seguiu os elementos dos autos e as decisões do conselho de sentença. Além disso, determinou o perdimento de objetos apreendidos – uma motocicleta usada no crime, uma corrente e a bainha de uma faca –, que serão doados à Comunidade Terapêutica Inovar, conhecida como "Cantinho da Floresta".

O crime chocou a comarca de Sinop pela brutalidade. Bruna Oliveira foi assassinada durante uma briga por causa de um ventilador. O autor arrastou o corpo com correntes amarradas a uma moto até uma área afastada da cidade, onde o ocultou em uma vala.

Ao fim da sessão, o promotor de Justiça Herbert Dias Ferreira reforçou a resposta da Justiça. "Lamentavelmente, trata-se de mais um crime de extrema violência ocorrido em nossa comarca de Sinop, mas, apesar disso, foi possível dar andamento ao processo com relativa celeridade e realizar a sessão plenária do Tribunal do Júri. Durante o julgamento, os jurados puderam ouvir as provas, analisar os fatos e dar uma resposta à altura da gravidade do que foi praticado pelo réu, deixando um recado claro à sociedade de que quem pratica homicídio será responsabilizado."

A defesa, representada pelo advogado João Francisco de Assis Neto, anunciou recurso. Eles contestam a qualificadora do motivo fútil no homicídio, mas concordam com a condenação pela ocultação de cadáver.

Gazeta do Nortão
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