Paranaíta, MT – Com o objetivo de prevenir o
feminicídio e oferecer acolhimento imediato às vítimas de abusos, a cidade de
Paranaíta deu um passo importante na estruturação da Rede de Proteção à Mulher.
A iniciativa, liderada pela desembargadora Maria Erotides, do Tribunal de
Justiça de Mato Grosso (TJMT) por meio da Cemulher-MT, busca unir serviços que
antes operavam de forma isolada, criando uma resposta integrada e eficaz à
violência de gênero.
A rede se apoia em três pilares fundamentais para
garantir proteção ampla e sustentável. O primeiro é a ação conjunta, que
promove a integração entre Judiciário, Ministério Público, Assistência Social,
Educação, Saúde e Segurança Pública. "Essa articulação é essencial para
que as vítimas não fiquem perdidas entre os serviços", destacou a
desembargadora Maria Erotides durante o lançamento.
Outro eixo central é a mobilização social, com a
participação ativa do Legislativo, Executivo municipal, igrejas, conselhos
locais e sociedade civil organizada. Representantes desses segmentos já se
reuniram para mapear demandas e planejar ações preventivas, como campanhas
educativas e pontos de escuta comunitária.
Por fim, o foco na família estende a proteção além da
mulher vítima, abrangendo todo o núcleo familiar. "A violência afeta
todos, e proteger a família como um todo fortalece a rede de apoio e previne
ciclos de abuso", explicou uma assistente social envolvida no projeto.
A estruturação da rede em Paranaíta serve como modelo
para outras cidades de Mato Grosso, onde casos de feminicídio têm crescido.
Moradoras da região já relatam otimismo com a iniciativa, que promete agilizar
denúncias, oferecer atendimento psicológico e psicológico e reforçar medidas
protetivas.
