Brasília — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal
Federal (STF), decidiu redesignar a audiência de conciliação que trata da
disputa territorial entre os estados de Mato Grosso e Pará. A reunião, marcada
originalmente para o dia 21 de maio, agora está agendada para 10 de junho de
2026, às 9h, e será realizada na Sala de Sessões da Primeira Turma da Corte, na
capital federal.
A medida está inserida na Ação Rescisória 2.964,
processo que discute os limites territoriais na região oeste da divisa entre as
duas unidades da federação. O governo de Mato Grosso move a ação com o objetivo
de reverter uma decisão anterior do próprio STF, que manteve entendimento
favorável ao Pará sobre a área em conflito.
No despacho publicado nesta segunda-feira (18), o
ministro Flávio Dino informou que os trabalhos serão conduzidos com o auxílio
da juíza Camila Murara. Além das partes envolvidas no processo, estão
convocados representantes políticos, entidades ligadas a questões fundiárias e
territoriais, além de órgãos institucionais: Assembleias Legislativas de ambos
os estados, União, Procuradoria-Geral da República e municípios diretamente
afetados pela demarcação.
Um ponto relevante da decisão é a autorização para que
representantes da Gleba São Benedito II e do município de Novo Mundo participem
da audiência com direito a voz. Apesar de os pedidos para ingresso formal no
processo como amici curiae (amigos da corte) terem sido negados por questões de
ordem processual e de cumprimento de prazos, o magistrado entendeu que a
contribuição desses grupos é fundamental, já que são regiões diretamente
impactadas pelos efeitos da disputa.
O tema tem grande repercussão política e econômica em
Mato Grosso, pois a área contestada reúne propriedades rurais, regiões de
produção agropecuária e abriga milhares de famílias. A audiência de conciliação
é encarada como uma etapa estratégica: uma tentativa de construir um acordo
entre os estados antes que haja novos desdobramentos judiciais na tramitação da
ação.
Para os envolvidos, o encontro representa uma
oportunidade de alinhar posições e buscar uma solução que minimize os impactos
sociais e econômicos gerados pela indefinição dos limites territoriais, que se
arrasta há anos e gera incerteza para quem vive e trabalha na região.
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