A equipe de Saúde Bucal de Alta Floresta marcou
presença no XVII Encontro Nacional de Aleitamento Materno (ENAM) e no VII
Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável (ENACS), realizados de
26 a 30 de abril de 2026 em Campo Grande (MS), com um trabalho que reforça a
importância de integrar o cuidado materno-infantil desde a gestação até a
primeira infância.
O município apresentou o estudo “Sorrisos que Começam
no Ventre: Promoção, Proteção e Apoio à Amamentação em Alta Floresta/MT”, de
autoria da cirurgiã-dentista Magda Eliane Pierin. A experiência foi aprovada
pela comissão científica para apresentação oral e foi apresentada nesta
quinta-feira (30) pela também cirurgiã-dentista Maria Luiza de Oliveira Basso.
O trabalho destaca que o aleitamento materno vai além
da nutrição: a sucção no seio materno contribui para o desenvolvimento adequado
do sistema estomatognático, influenciando o crescimento dos ossos da face e
favorecendo funções essenciais como respiração nasal, deglutição, mastigação e
fala. A proposta evidencia, ainda, como essas orientações podem ser
incorporadas ao cuidado contínuo realizado nas Unidades de Saúde da Família de
Alta Floresta, conectando promoção, prevenção e assistência odontológica
completa.
Nas ações do município, o acompanhamento inicia no
pré-natal com avaliação odontológica das gestantes, orientações preventivas e
atividades educativas que abordam amamentação, desenvolvimento orofacial,
prevenção de cáries e riscos de hábitos orais prejudiciais. Após o nascimento,
o cuidado segue nas consultas de puericultura, com avaliação da saúde bucal da
mãe e do bebê, realização do teste da linguinha, indicação de frenotomia quando
necessária e direcionamento sobre higiene oral.
Além das consultas, as equipes promovem rodas de
conversa, oficinas educativas e capacitações permanentes voltadas ao cuidado
materno-infantil. Com isso, o trabalho fortalece o vínculo com as famílias e
amplia o alcance das ações no território, mantendo o foco na prevenção de
agravos e na construção de hábitos saudáveis desde os primeiros ciclos da vida.
Para a coordenadora da Atenção à Saúde Bucal de Alta
Floresta, Magda Eliane Pierin, a participação em um evento nacional reforça a
relevância das estratégias adotadas no município. “É com grande satisfação que
compartilhamos essa experiência, construída coletivamente nas unidades de saúde
do município. A gestação e a primeira infância são períodos estratégicos para
promover saúde e prevenir agravos bucais. É nesse momento que fortalecemos
vínculos, orientamos famílias e incentivamos hábitos saudáveis que terão
impacto ao longo da vida”, afirmou.
A coordenadora também destacou a troca de
conhecimentos e o fortalecimento de práticas que priorizam o cuidado integral.
“Levar o que estamos construindo em Alta Floresta para um espaço como esse é
motivo de orgulho e reforça a importância de investir em iniciativas que
garantam mais saúde, qualidade de vida e sorrisos para o futuro”, concluiu.
Pelo lado da gestão estadual, a Coordenação de Saúde
Bucal da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso também registrou apoio e
reconhecimento ao trabalho.
“É com profundo orgulho que o Governo do Estado de
Mato Grosso, por meio da Coordenação de Saúde Bucal, reconhece e celebra esta
experiência exitosa de Alta Floresta, que reafirma o poder transformador do
cuidado integrado e humanizado. Acreditamos que a saúde começa nos primeiros
vínculos da vida — no aleitamento, no acolhimento e na construção de hábitos
saudáveis desde a infância. Evidências mostram que a amamentação impacta
diretamente o desenvolvimento da saúde bucal, contribuindo para a formação
adequada das estruturas orais e prevenção de agravos futuros. Ver municípios
mato-grossenses ocupando espaços nacionais com práticas exitosas fortalece
nosso compromisso coletivo com um SUS vivo, sensível e resolutivo. Seguimos
juntos, inspirados por iniciativas que nascem do território e ganham o Brasil,
mostrando que é possível fazer saúde com ciência, afeto e propósito”, destacou.
Exemplo do alcance da proposta pode ser observado na
rotina das equipes: desde a gestação, as orientações sobre aleitamento são
acompanhadas por avaliações e atividades educativas, criando um caminho de
prevenção que se mantém até o acompanhamento do bebê, com atenção a sinais como
a mobilidade lingual e a orientação de higiene.