Em uma iniciativa voltada à transparência e ao diálogo
com a sociedade, o prefeito de Alta Floresta, Valdemar Gamba, e o
vice-prefeito, secretário de Governo, Gestão e Planejamento e secretário
interino de Saúde, Robson Quintino de Oliveira, promoveram um café com alguns veículos
de imprensa do município na manhã de quarta-feira, no gabinete do Executivo. Na
ocasião, ambos concederam entrevista à Rádio Conti, na qual detalharam as
mudanças em curso na área da saúde.
Segundo a gestão, a Secretaria Municipal de Saúde
passa por um processo amplo de reavaliação, que envolve desde o Pronto
Atendimento Municipal (UPA) até as unidades básicas e a própria estrutura
administrativa da pasta. O objetivo, conforme destacado, é corrigir falhas
históricas e aprimorar a qualidade do atendimento à população.
Robson Quintino enfatizou que a atual administração,
que está no segundo mandato consecutivo, pretende implementar um modelo de
gestão baseado em dados e indicadores, semelhante ao que já ocorre na área da
educação. “A gente trouxe muita assertividade com outras ações, seja na
educação, que eu falo assim, a gente sabe a nota do Joãozinho, a nota da sala
do Joãozinho, a nota da professora do Joãozinho, a nota da escola do Joãozinho
e a nota da rede como um todo”, afirmou.
Ele reconheceu, no entanto, que esse nível de controle
ainda não havia sido aplicado à saúde. “A gente tem isso avaliado e a gente não
tinha acertado isso ainda na saúde. Eu particularmente muito distante, né?
Fiquei muito próximo da educação”, disse. Segundo Quintino, a proposta agora é
estabelecer métricas claras e compromissos de gestão até 2028. “A gente fez
esse compromisso até 2028, de trazer algumas métricas, algumas intenções para
que de fato faça a gestão. Acho que essa é a diferença da gente ter compromisso
de ter entrega.”
O secretário interino explicou que já está em
andamento um diagnóstico detalhado do sistema. “A gente está fazendo um
processo de levantamento, diagnóstico de gestão mesmo. Já compreendemos vários
lugares que estão estrangulados esse atendimento, desde a atenção básica, desde
a unidade de saúde, o porquê desse volume na UPA, a nossa situação de pequenos
procedimentos que as pessoas acabam aguardando demais”, pontuou.
Ainda de acordo com ele, algumas soluções já começaram
a ser desenhadas. “Dentro desse mapeamento, a gente já buscou algumas
alternativas. Vamos implementar um sistema de dados, de informação e, nos
próximos dias, a gente vai apresentar um master plano, realmente um
planejamento grande da saúde.” Quintino destacou também a intenção de dar
publicidade às ações. “A ideia não é guardar isso pro gestor, é apresentar isso
pra comunidade como um todo, pra sociedade entender para onde nós estamos
indo.”
Já o prefeito Valdemar Gamba afirmou que, apesar da
estrutura disponível, é preciso aprimorar a gestão. “Tem que ter essa
engrenagem rodando muito certinha. Está faltando talvez um pouco de gestão, do
qual nós estamos assumindo”, disse. Ele também confirmou que o município estuda
a nomeação de um novo gestor da saúde, com perfil técnico. “Nós estamos fazendo
todo esse levantamento com o Robson como secretário interino. Queremos
arredondar para entregar para um novo secretário ou secretária, uma pessoa
técnica que possa gerir essa pasta numa condição bem estruturada, buscando resultado
de qualidade.”
O prefeito também destacou o impacto direto da saúde
na vida da população. “A gente sabe que a saúde sempre é um gargalo, é a maior
dor. Quando você tem um familiar doente, a gente quer ser atendido”, afirmou.
Ao final, Gamba reforçou o papel da imprensa no
processo de comunicação com a sociedade. “Estamos provocando a imprensa para
que nos ajude a levar as informações, para as pessoas entenderem como funcionam
os atendimentos e evitar transtornos. Dessa forma, a gente tem uma agilidade
diferente nos atendimentos.”
