A Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso
(CGE-MT) lançou o Centro de Monitoramento e Controle Estratégico, uma
ferramenta criada pela Unidade de
Inteligência do orgão com o objetivo de qualificar a tomada de decisões com
base em dados e ampliar a atuação do controle interno em áreas consideradas
prioritárias.
A iniciativa representa um novo modelo de gestão
orientado por evidências, integrando informações que antes estavam dispersas em
diferentes sistemas e áreas da administração pública.
Para o secretário Controlador-geral, Paulo Farias, o
principal desafio da gestão pública não está na ausência de dados, mas na falta
de uma visão integrada capaz de transformar informações em decisões mais
rápidas, precisas e eficazes.
“Reunimos em um único ambiente, análises estratégicas
organizadas em três dimensões complementares: a realidade do Estado, a máquina
pública e a atuação do controle interno. A proposta é permitir que as
lideranças enxerguem de forma completa os problemas públicos, relacionando
indicadores sociais, desempenho administrativo e ações de controle para
orientar intervenções mais assertivas”, disse.
Na dimensão voltada à realidade do Estado, o painel
monitora indicadores socioeconômicos essenciais, como educação, saúde,
segurança e renda, possibilitando identificar regiões e setores que demandam
maior atenção governamental e medir o impacto social das políticas públicas. Já
na análise da máquina pública, o sistema acompanha gastos, estrutura
administrativa e produtividade da força de trabalho, permitindo avaliar a
eficiência do uso dos recursos públicos e localizar gargalos operacionais.
A terceira dimensão destaca o papel estratégico do
controle interno, reunindo informações sobre auditorias, ouvidoria, correição e
transparência. A integração desses dados possibilita antecipar riscos, corrigir
falhas de forma preventiva e apoiar gestores na melhoria contínua dos processos
administrativos.
O novo centro marca a transição de um modelo de
controle focado apenas na análise do passado para uma atuação preventiva e
orientadora, funcionando como um “radar” da gestão pública. Com isso, o
controle deixa de agir somente após a ocorrência de problemas e passa a
contribuir diretamente para evitar falhas, qualificar decisões e aumentar a
efetividade das políticas públicas.
Entre os resultados esperados estão a qualificação da
gestão pública, a redução de riscos institucionais, o aumento da eficiência
administrativa e a ampliação do valor público entregue ao cidadão.
Mais do que um espaço físico equipado com tecnologia,
o Centro de Monitoramento e Controle Estratégico representa uma mudança de
paradigma na atuação da Controladoria, consolidando uma cultura institucional
baseada em inteligência, integração e resultados.