Brasília - O Supremo Tribunal
Federal (STF) formalizou nesta quinta-feira (19) a abertura de uma ação penal
contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tornando-o réu pelo
crime de coação no curso do processo. O ministro Alexandre de Moraes será o
relator do caso na Primeira Turma da Corte.
A decisão permite que o filho do ex-presidente Jair
Bolsonaro apresente sua defesa completa. Ele poderá indicar testemunhas,
produzir provas de inocência e requerer diligências específicas. Após a fase de
instrução processual, a Turma marcará o julgamento para decidir sobre
condenação ou absolvição, sem data definida até o momento.
O processo tem origem em denúncia aceita por
unanimidade pela Primeira Turma do STF em novembro de 2025. A
Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou Eduardo de atuar junto ao governo
dos Estados Unidos para impor sanções contra o Brasil, como tarifaço nas
exportações brasileiras, suspensão de vistos de ministros do governo federal e
de integrantes do STF.
Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde
fevereiro de 2025. No final do ano passado, seu mandato como deputado federal
foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. A cassação ocorreu por
falta de comparecimento a um terço das sessões deliberativas, conforme
determina a Constituição Federal. Ele ausentou-se em 56 das 71 sessões
realizadas em 2025, o equivalente a 79% do total.
O caso segue em tramitação no STF, sem previsão de
desdobramentos imediatos.
