O Governo de Mato Grosso foi comunicado oficialmente,
nesta segunda-feira (5.1), da desfiliação da Associação Brasileira das
Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) da Moratória da Soja. A decisão da
entidade foi tomada após a regulamentação da Lei Estadual nº 12.709/2024, que
entrou em vigor no dia 1º de janeiro.
O governador Mauro Mendes destacou ser uma vitória
para Mato Grosso, garantindo segurança jurídica para os produtores do Estado.
“A partir de agora, essas empresas, como qualquer
brasileiro, deverão cumprir a legislação ambiental do nosso país. Ou seja, o
Código Florestal Brasileiro será a baliza para que eles façam exigências
ambientais no nosso país. Essa é uma vitória, uma conquista do Estado de Mato
Grosso, pois aqui tínhamos algumas exigências que estavam trazendo prejuízos
aos nossos produtores, criando uma regra muito acima daquilo que estabelece a
lei brasileira”, afirmou ele.
“No bioma Amazônico, o proprietário de terras pode
usar apenas 20% da área, sendo obrigatório preservar os 80% restantes. A
maioria dos produtores apoia a aplicação da lei, reconhecendo que o
desmatamento ilegal prejudica o meio ambiente, a imagem do país e do estado, e
impacta negativamente o agronegócio”, completou o governador.
A moratória da soja é um acordo de 2006 firmado entre
algumas empresas exportadoras, que veda a compra de soja plantada em áreas
desmatadas da Amazônia, ainda que o desmate tenha ocorrido dentro da lei.
A Lei Estadual nº 12.709/2024 estabelece novos
critérios para a concessão de incentivos fiscais no âmbito do estado de Mato
Grosso e, na prática, impede a concessão para as empresas adeptas da moratória
da soja.
A Abiove, que representa as grandes empresas de
processamento, industrialização e comercialização de soja, entendeu que a
segurança jurídica é um pilar para o desenvolvimento econômico e deve continuar
assegurando o acesso da soja brasileira ao mercado internacional.
“Com isso, chegamos a um pacto definitivo, ao final de
uma longa trajetória. Agradeço a todos que colaboraram para dar fim a esse
problema. A partir de agora vamos cobrar a legalidade e o respeito, tendo como
parâmetro a lei ambiental brasileira, que já é muito rigorosa”, finalizou Mauro
Mendes.