Em um desdobramento drástico na geopolítica das
Américas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na manhã
deste sábado (03) que as forças norte-americanas realizaram um ataque militar
em larga escala contra a Venezuela. Segundo o comunicado oficial, a operação
resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa,
Cilia Flores, que já teriam sido retirados do território venezuelano.
A ofensiva, que combinou incursões por vias aérea e
terrestre, teve como alvos principais a capital, Caracas, e cidades
estratégicas do interior. Através de suas redes sociais, Trump celebrou o
resultado da incursão.
"Os Estados Unidos da América realizaram com
sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente
Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua
esposa", afirmou o republicano.
O presidente norte-americano informou que a operação
contou com o apoio das forças policiais dos EUA e prometeu divulgar novos
detalhes em uma coletiva de imprensa agendada para as 11h, em sua residência de
Mar-a-Lago, na Flórida.
A ação militar é o ápice de meses de tensão crescente.
A Casa Branca acusa Maduro de chefiar uma organização criminosa de tráfico
internacional de drogas. Nos últimos meses, o Comando Sul dos EUA já vinha
realizando bombardeios e interceptações de embarcações suspeitas em águas do
Caribe, sinalizando o cerco ao governo chavista.
Em pronunciamento oficial, o Ministro da Defesa da
Venezuela, Vladimir Padrino, classificou a intervenção como um ato "vil e
covarde". Padrino rejeitou veementemente a presença de tropas estrangeiras
no país e fez um apelo urgente por ajuda internacional para conter a agressão
em solo venezuelano.
Até o momento, o paradeiro exato de Maduro e Flores é
desconhecido. Ao longo do último ano, o líder venezuelano negou reiteradas
vezes qualquer envolvimento com o narcotráfico e buscou apoio em organismos
como as Nações Unidas para denunciar as sanções e a pressão militar de
Washington.