A Secretaria Municipal de Agricultura de Alta Floresta
tem atuado de forma estratégica em diversas áreas, programas e ações voltados
ao fortalecimento do setor produtivo rural. Entre as principais iniciativas,
destaca-se o programa de apoio à produção de hortifruti, com foco na
fruticultura em geral, especialmente alinhado aos planos de compra
institucional do município. O programa é considerado um dos mais relevantes em
termos de transferência de renda, pois possibilita que grande parte dos
recursos destinados à agricultura familiar chegue diretamente aos produtores,
sem a presença de intermediários.
De acordo com a Secretaria, o programa foi estruturado
a partir de um trabalho conjunto com a Secretaria de Educação, por meio de
reuniões, conferências e escuta ativa dos produtores rurais, respeitando suas demandas
e necessidades. Como resultado desse diálogo e planejamento, o município
avançou significativamente no cumprimento da legislação do Programa Nacional de
Alimentação Escolar (PNAE). Se antes Alta Floresta não conseguia atingir o
mínimo de 30% de compra de alimentos da agricultura familiar, atualmente cerca
de 90% dos recursos do programa são utilizados para esse fim.
Outro avanço importante ocorreu no mês de novembro,
com a aprovação de um projeto de lei que institui a obrigatoriedade da compra
pública de alimentos em todas as repartições municipais. A nova legislação
determina que 30% dos alimentos utilizados pelo município — na educação, saúde
ou assistência social — sejam adquiridos da agricultura familiar. A medida
reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento rural
sustentável, fomenta a diversificação da produção agrícola e amplia a
transferência direta de renda do poder público para os agricultores familiares.
Entre os produtores beneficiados por essas políticas
públicas está o agricultor familiar Jonas Pilger Dobrovoski. Filho do produtor
rural José Antônio Dobrovoski, Jonas trabalha junto com os pais e irmãos, na
produção de bananas. Atualmente, a família cultiva cerca de sete hectares, com
variedades como banana nanica, prata e maçã.
Jonas relata que a rotina na propriedade é intensa e
exige dedicação de toda a família, desde os tratos culturais, como poda, manejo
da bananeira e controle de pragas e doenças, até a comercialização. A produção
abastece mercados locais, clientes particulares, a feira livre aos domingos e,
principalmente, o PNAE, fornecendo alimentos para escolas municipais e
estaduais. Segundo ele, a venda institucional garante segurança ao produtor e
representa uma conquista construída ao longo de aproximadamente 15 anos de
atuação, sendo a família pioneira nesse tipo de fornecimento no município.
O produtor destaca ainda o apoio constante da
Secretaria de Agricultura, especialmente com a disponibilização de máquinas e
suporte técnico, ressaltando que as políticas de compra pública transformaram a
realidade da produção familiar. “Trabalhar com a minha família sempre foi o
sonho do meu pai, e hoje isso é uma realização pessoal. Evoluímos muito,
buscamos aprimoramento tecnológico e seguimos felizes com o que fazemos. Quando
se trabalha com dedicação e apoio, os resultados aparecem”, conclui Jonas.