A vereadora Leonice Klaus dos Santos (Republicanos)
voltou a criticar publicamente a situação da saúde pública no município de Alta
Floresta, com ênfase nas condições do Pronto Atendimento Municipal. Em um
posicionamento, a parlamentar expressou indignação com a demora nos
atendimentos, a sobrecarga dos serviços e a paralisação de cirurgias eletivas,
além de fazer um apelo direto ao prefeito Chico Gamba.
Segundo ela, tanto ela quanto o vereador Naldo têm
atuado de forma intensa na fiscalização do PAM, chegando a acompanhar de perto
a rotina do local. “É como se trabalhássemos lá”, afirmou. De acordo com
Leonice, o maior problema não está na qualidade dos profissionais, mas na
estrutura de atendimento. “Ver aquelas pessoas esperando 3, 4, 5, 6 horas para
serem atendidas dá tristeza. Os profissionais são bons, sim! Quando o paciente
chega até eles, o atendimento é ótimo. Mas o problema é até chegar até eles...
Emergência em cima de emergência, todo mundo sofrendo.”
A vereadora também denunciou possíveis restrições à
solicitação de exames por parte dos médicos. Segundo informações que ainda
estão sendo apuradas, profissionais da rede estariam sendo orientados a não
solicitar muitos exames e, em especial, a evitar o uso da classificação
“urgente” nos pedidos.
“Isso é grave! Porque, às vezes, o caso é realmente
urgente. Falei isso ao secretário na última reunião. Ele me respondeu que sim,
existe urgência, mas que nos pedidos que ele acompanhou estava escrito
‘urgente’ com a descrição do que o paciente está sentindo. Mesmo assim, é
preciso mais clareza e ação”, destacou.
Leonice chegou a recomendar que a população, sempre
que possível, busque atendimento nos postos de saúde em vez do PAM. “Procurem
os postos de saúde, talvez seja melhor neste momento. Vão ao PAM só em último
caso. Nos postos, pelo menos, vocês conseguem fazer um exame.”
A situação das cirurgias eletivas também foi alvo da
fala da vereadora. Segundo ela, há casos simples, como cirurgias de hérnia e
vesícula, com indicação de urgência, que seguem paradas.
“Quando está escrito que o paciente está ‘para morrer’,
o que mais precisa acontecer? Minha revolta é grande”, lamentou.
