O réu R. B. P. U. foi condenado a 17 anos, 10 meses e
20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de estupro de
vulnerável e de facilitar, induzir ou instigar o acesso de criança a material
contendo cena de sexo explícito ou pornográfica, em Nova Mutum (a 264 km de
Cuiabá). Segundo a denúncia da 1ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca, os
crimes foram praticados reiteradas vezes, entre 2020 e 2025, contra a enteada,
que tinha oito anos de idade.
De acordo com as investigações, o condenado conviveu
maritalmente com a mãe da vítima por cinco anos e teve dois filhos com ela.
Nesse período, aproveitava-se dos momentos em que ficava a sós com a menina
para cometer os abusos, que ocorreram, pelo menos, em quatro ocasiões. Além
disso, o réu obrigava a criança a assistir vídeos de conteúdo pornográfico,
conforme relatou a promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes
de Oliveira.
Os fatos chegaram ao conhecimento das autoridades
competentes, ocasião em que foram acionados os órgãos de proteção, registrado o
boletim de ocorrência e realizados os procedimentos necessários, incluindo
exame pericial da vítima e a oitiva em depoimento especial perante o juízo.
No momento da revelação dos fatos, o condenado já não
mantinha relacionamento com a mãe da vítima.

