Em Alta Floresta, o Programa Nacional de Controle ao
Tabagismo tem ido além do atendimento tradicional. Desde 2023, a equipe passou
a oferecer atendimentos domiciliares a tabagistas acamados e cadeirantes, além
de acompanhamentos em unidades hospitalares e atendimentos fora do horário
comercial, sempre mediante agendamento. A proposta é simples e essencial:
garantir que ninguém fique sem tratamento por dificuldades de locomoção ou
horário.
O trabalho é realizado pela equipe de profissionais
Claudiomiro Viera, técnico de enfermagem, Fernanda Maltezo, enfermeira, e
Adelson Dias, odontólogo, que atuam de forma integrada, priorizando o
acolhimento, a escuta e o acompanhamento contínuo dos pacientes.
Ao longo de 2025, 184 tabagistas ingressaram no
programa no município. Desse total, 82 pessoas conseguiram parar totalmente de
fumar e 62 reduziram o consumo diário de cigarros em mais de 50%. No período,
foram realizados 1.175 atendimentos, que incluíram acolhimento, anamnese,
aferição de pressão arterial, pulso, peso e altura, além de orientações e
assistência medicamentosa.
Segundo Claudiomiro Viera, parar de fumar representa
ganhos que vão além da saúde física. “Há melhora na qualidade de vida, aumento
da autoestima, redução dos riscos ao fumante passivo, principalmente no
ambiente familiar, além de economia financeira e aumento da expectativa de
vida”, destaca.
O tabagismo ainda é responsável por cerca de 165 mil
mortes por ano no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, o que reforça a
importância de ações de prevenção e cuidado contínuo. Em Alta Floresta, o
programa tem buscado justamente ampliar o acesso ao tratamento, aproximando o
serviço da população.
Quem deseja iniciar o tratamento pode procurar
qualquer unidade de saúde do município para receber orientações e
encaminhamento. A equipe também reforça o agradecimento aos profissionais de
saúde que contribuem direta ou indiretamente para o fortalecimento das ações no
município.

